E vós, quem dizeis que eu sou? 21º domingo ano A

E vós, quem dizeis que eu sou? 21º domingo ano A

Muito já se falou a respeito de Jesus ao longo dos tempos; muitos especularam sobre a sua vida “oculta” sem falar do líder de audiência nos diversos filmes a seu respeito. Contudo, ainda hoje escutamos Jesus questionar aos apóstolos e a nós:- “e vós, quem dizeis que eu sou?” Não se trata de uma pesquisa de opinião e muito menos consulta de intenção de voto. Essa é uma questão fundamental para a nossa fé, é saber como Jesus é percebido por nós e como ele é conhecido através de nossa vida!

A resposta de Pedro é iluminada pelo Espírito Santo e é a resposta da Igreja que “conhece” Jesus, vive com Ele, com Ele sofre e d’Ele se alimenta. A responsabilidade de Pedro é a mesma da Igreja, ou seja, falar e ensinar em nome de Jesus, ser sua presença viva no meio desse mundo em que vivemos.

E quem é Jesus? O que significa para nós sua pessoa, sua Palavra, sua vida? O que nós dizemos dele? E olha que por mais que já tenham falado a seu respeito ao longo de milênios, dele ainda muito se tem para dizer; Ele ainda tem muito a nos surpreender. Por outro lado, muita gente falou e escreveu a respeito de Jesus sem ser íntimo dele, como um professor que ensina sobre certo lugar sem nunca ter estado lá…

Quem nós dizemos que Jesus é? Falamos de um Jesus do qual temos uma idéia; falamos a partir do que ouvimos dos outros; falamos o que o Google diz? Ou falamos a partir de uma experiência de fé, de encontro com ele na comunidade-Igreja? Responder quem é Jesus deve ser a consequência da vida que levamos com Ele; resposta com gestos e atitudes. Muitas pessoas que abandonam a Igreja ou deixam nossas comunidade o fazem por não ter conhecido realmente Jesus Cristo. Quem “O” encontrou não sai por aí buscando experiências psicodélicas para se agradar.

A Igreja, comunidade dos discípulos de Cristo, não se compara a um clube de amigos que se reúnem para um churrasco; também não é uma ONG sem fins lucrativos. A Igreja tem uma missão inadiável que é abrir para as pessoas o acesso que as leva ao Cristo que liberta e salva. Abrir as portas e não criar impedimentos!

Neste mundo em que as pessoas já não querem crer, e nem suportam palavras vazias, nós somos desafiados a mostrar nossa fé por meio de nossas atitudes. Responder quem é Jesus não com uma idéia que fazemos d’Ele e sim manifestando o seu amor em nossas atitudes.

Ninguém suporta mais sermões enfadonhos; o Cristo de Deus só será percebido por meio de cristãos que se amem uns aos outros com o próprio Cristo nos amou, amando na dimensão da cruz e construindo a unidade entre os irmãos.

“As pessoas que espalham amor não têm tempo nem disposição para jogar pedras”! (Santa Dulce dos pobres)

Pe. João Paulo Ferreira Ielo

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