Dom Taveira: “Amazônia não é um museu antropológico a céu aberto. Somos gente!”

Dom Taveira: “Amazônia não é um museu antropológico a céu aberto. Somos gente!”

Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém (PA), concedeu entrevista ao Vatican News, falando sobre o Seminário, no Vaticano, em vista do Sínodo de outubro sobre a Amazônia.

Silvonei José – Jane Nogara – Cidade do Vaticano

Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém (PA), concedeu uma entrevista ao Vatican News, por ocasião do Seminário preparatório dos Bispos da Amazônia que se realizou no Vaticano em vista do Sínodo de outubro.

Ao ser perguntado sobre qual Amazônia se falou em Roma, Dom Alberto logo esclareceu que devemos lembrar de toda a realidade da Amazônia, das grandes metrópoles como Manaus e Belém que estão dentro da floresta. Essas realidades são um desafio imenso, são uma “mescla de pessoas, situações e culturas que precisam ser levadas em conta com uma grande fidelidade à nossa história, às nossas raízes especialmente indígenas”, afirmou o bispo. Temos que pensar, disse o bispo, “que tudo converge para estas grandes cidades, pois o povo se dirige para as grandes cidades”, esta é a Amazônia completa.

A “escuta” de todos

Dom Alberto disse que nos últimos meses tem sido feito o que chamam de “escuta” do povo: “escutam-se os padres, a vida religiosa, os leigos, os movimentos eclesiais. Este Seminário é uma das expressões desta escuta. A partir deste Seminário “podemos filtrar na nossa cabeça e no nosso coração todas as informações, para quando chegarmos ao Sínodo, saibamos trabalhar tudo isso segundo a lei do Evangelho.

Ao responder o que fazer para que os brasileiros, os fiéis brasileiros, os leigos entendam o significado de um Sínodo como o da Amazônia dom Alberto disse que “temos que nos preparar seriamente junto com as pessoas, sentir o que pensam, envolvê-las não só na oração, mas também na participação, na palavra que podem dar, para que possamos ter o conteúdo que vem delas, além dos estudos que estão sendo feitos.

Amazônia fora das fronteiras

Para a Amazônia ser conhecida fora das fronteiras “temos que dar o melhor o de nós, ou seja, o testemunho da nossa vida, o nosso testemunho da nossa luta, do nosso empenho, da nossa sociedade, da nossa presença”, para que não pensem que a Amazônia “é uma espécie de museu antropológico a céu aberto”. “Somos gente! Estamos nesta luta”.

Ouça a entrevista com Dom Taveira

Concluindo, Dom Alberto disse “Esperamos que a preparação do Sínodo seja uma oportunidade para que a Amazônia seja conhecida e valorizada”.

 

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